Última atualização: 30/09/2026 às 12:50:00
Elizângela de Lima Araújo, presidente da Associação de Surdos de João Pessoa, testou na última quinta-feira (24) o ICom, serviço de atendimento em Libras da Justiça Federal na Paraíba (JFPB). Ela usou a ferramenta na recepção da sede e na 1ª Vara Federal.
Assim que chegou, Elizângela apontou o celular para o QR code. Em menos de 90 segundos, uma intérprete de Libras apareceu na tela e mediou a conversa com a recepcionista. Na 1ª Vara Federal, o servidor Valber Rodrigues consultou o processo e respondeu às dúvidas dela com o apoio da intérprete. Elizângela também avaliou o atendimento e sugeriu melhorias.
Para ela, o serviço amplia o acesso à informação. "A maioria dos surdos não tem acesso a informações sobre processos. A barreira de comunicação é muito pesada. O uso do ICom aqui na Justiça Federal vai facilitar tudo isso", afirmou.
O servidor Valber Rodrigues, que não domina Libras, relatou a diferença no atendimento. "Dias atrás, atendi um casal com deficiência auditiva e tive que me comunicar com eles todo no papel. Agora a gente consegue dar uma resposta mais satisfatória", disse.
Como funciona
O ICom funciona 24 horas, com intérpretes humanos. A JFPB oferece o serviço por meio de parceria com a Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), que gerencia o contrato do Governo da Paraíba com a plataforma. A JFPB é o primeiro órgão do Judiciário no estado a adotar a ferramenta, disponível em todas as unidades da Seção Judiciária da Paraíba.
Ao fim da visita, Elizângela destacou a receptividade que encontrou. "Desde a entrada, percebi que as pessoas estão com esse olhar atento. Não é uma acessibilidade só no papel. É acessibilidade na prática. Isso se chama empatia", afirmou.