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  • JFPB adere à Campanha Setembro Vermelho e alerta para a prevenção de doenças cardiovasculares
    Última atualização: 01/09/2026 às 09:59:00


    Ação reforça cuidados com a saúde do coração e orienta servidores(as) sobre sinais de alerta e hábitos de prevenção

    A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) aderiu à Campanha Nacional Setembro Vermelho, promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), voltada à conscientização e à prevenção das doenças cardiovasculares. A iniciativa integra o Programa Viver Bem, desenvolvido pelo Núcleo de Gestão de Pessoas da JFPB.  

    As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo: juntas, infarto e AVC matam quase o dobro do que o câncer, a segunda maior causa de óbitos no planeta. Dados do Ministério da Saúde indicam que ocorrem de 300 mil a 400 mil infartos por ano no país, com um óbito registrado a cada cinco a sete casos. 

    A escolha de setembro para a mobilização reflete a celebração do Dia Mundial do Coração, comemorado em 29 de setembro. Como gesto simbólico de apoio à causa, as fachadas do edifício-sede, em João Pessoa, e das subseções judiciárias de Campina Grande, Sousa, Patos, Monteiro e Guarabira receberão iluminação especial na cor vermelha durante todo o mês. 

    Ao longo de setembro, a JFPB também divulgará conteúdos de orientação nos canais institucionais, com o objetivo de incentivar magistrados, servidores, estagiários e colaboradores a realizarem acompanhamento preventivo. 

    Prevenção começa cedo — mesmo sem sintomas 

    Segundo o médico da JFPB, Diego Moraes, um estudo recente apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia reforça a urgência da prevenção precoce: ao rastrear placas de gordura nas artérias de pessoas sem qualquer sintoma, entre 18 e 70 anos, a pesquisa identificou que uma em cada 13 pessoas de 18 a 29 anos já apresentava esse tipo de placa — o principal ingrediente para o desenvolvimento de um infarto ou AVC. Entre todas as faixas etárias avaliadas, pouco mais da metade dos participantes tinha placas de gordura sem saber. 

    “Isso reforça que a prevenção está sendo muito menosprezada. Muitas vezes olhamos para uma pessoa jovem achando que esse é um problema distante, mas na prática essa pessoa já pode reunir o principal ingrediente para um infarto”, destaca o médico, que ainda ressalta: estima-se que até 90% dos fatores de risco associados ao infarto sejam modificáveis. 

    Os oito pilares da prevenção cardiovascular 

    De acordo com a American Heart Association (AHA), oito hábitos formam a base da prevenção cardiovascular, tanto para quem já convive com a doença quanto para quem ainda não tem diagnóstico: atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado, controle do peso, controle da pressão arterial, controle da glicose e do colesterol, além de não fumar e reduzir o consumo de álcool. 

    Atenção aos sinais e agilidade no atendimento 

    O médico chama atenção para mitos comuns sobre infarto. A partir dos 35 anos, o infarto passa a ser a principal causa de morte súbita — o que derruba a ideia de que a doença atinge apenas idosos. O quadro clínico também pode variar: além da dor no peito, sintomas como aperto, queimação, pressão ou mal-estar entre o umbigo e a mandíbula, sobretudo acompanhados de suor frio, merecem atenção — especialmente entre mulheres, grupo mais propenso a apresentar sintomas atípicos. 

    Segundo o cardiologista, diante de dor no peito forte e persistente por mais de cinco a dez minutos, a orientação é buscar diretamente o pronto-socorro, e não o consultório do cardiologista, já que apenas a emergência hospitalar permite diagnóstico e tratamento imediatos. O tempo de resposta é determinante: até metade das mortes por infarto pode ocorrer já na primeira hora após o início dos sintomas”, ressaltou o médico.

     


    Por: Seção de Comunicação Social da JFPB - imprensa@jfpb.jus.br





     

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